A Ladeira da Preguiça na mira da prefeitura

Você sabia que a prefeitura está desapropriando dezenas de casas na Ladeira da Preguiça e entorno do 2 de Julho ?

Desta forma, a prefeitura reinicia um processo de expulsão da população “indesejada” pelos governantes para dar lugar a novos investimentos imobiliários e empreendimentos que agradem a faixa da sociedade com grande poder de consumo e ao turismo. Obviamente, estes expulsos passam ao esquecimento, embora seres humanos e cidadãos soteropolitanos, historicamente negligenciados pelo poder público.

As áreas igualmente esquecidas pelo poder público podem ser vistas nas imagens abaixo, assim como no decreto, disponível aqui

http://wp.me/a29H5E-Hr

Aquilo que João Henrique não conseguiu realizar, ACM Neto está executando de maneira silenciosa.

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13 respostas em “A Ladeira da Preguiça na mira da prefeitura

  1. parabens? vc n mora la. o que a prefeitura tinha q fazer , era revitalizar o bairro e não expulsar os moradores ,pra investir em capitalismo podre.

  2. Todo cético é burro por natureza pois usa viseira em vez de cérebro. As casas da ladeira da preguiça estão caindo aos pedaços, salvo engano ,algumas fazem parte de áreas tombadas e que a lei determina que é obrigação do proprietário manter o imóvel em bom estado de conservação. Como essas pessoas conseguiriam isso? Pensei que o que se queria para esse povo que não tem teto descente, era uma morada digna e não brigar por especulação imobiliária. Até, porque, qualquer obra a ser realizada naqueles imóveis custará milhões para ficar apenas no bolso do governo (leia-se nós). Havendo cessão remunerada, venda ou o que seja, e oportunizando a essa gente a dignidade que a pobreza lhes subtrai, está de bom tamanho.

    • Como é que vai-se oportunizar dignidade com expulsão de casa em troca de 6 meses de auxílio-aluguel no valor de R$300??? Me explica que eu não entendi.

  3. Assepsia social para vender tudo a estrangeiros. O povo brasileiro precisa tomar conta de seu patrimônio, reescrever sua história, gerenciar seus bens culturais. Desse jeito, breve Salvador vai virar uma Las Vegas, onde nada é natural, nenhuma paisagem é local. Lastimável. Infelizmente, poucas andorinhas não fazem verão. Talvez uma revoada de andorinhas e outras espécies de pássaros pudessem mudar esta lástima.

    Valdeck Almeida de Jesus
    Escritor, Jornalista e Poeta
    http://www.galinhapulando.com

  4. A vereadora Fabíola Mansur (PSB) vai no dia 8 fazer uma audiência pública para debater esse assunto que é muito carro para todos nós. Faz contato com o nosso gabinete na Câmara 3320 0200/64

  5. Não podemos chamar um casarão abandonado em que seus ocupantes vivem em condições pouco dignas de “casa”. Recuperar o patrimônio histórico de Salvador é uma necessidade e uma obrigação.

    Quem em sã consciência pode ser contra isso?

    Também me pergunto: esta conta deve sair exclusivamente do dinheiro dos contribuintes, para privilegiar os ocupantes destes imóveis que alguns pretensamente socialistas dizem que não podem se mudar para o miolo da cidade, onde numa visão estereotipada e eugenistas representaria o mesmo que mandar para um campo de concentração?

    A ideologia do coitadismo são uma chaga para Salvador. Enquanto houver pessoas que revestida numa aura de esquerdismo míope, onde a principal motivação é sempre criticar, não importa o que, desde que seja contra o governo (representação da burguesia dominante sobre o proletariado, nessa visão dualista ultrapassada), Salvador sempre estará na contramão do desenvolvimento econômico e consequentemente o social. Sim, as pessoas precisam de trabalho para sobreviver.

    Salvador é uma cidade pobre, isso é fato. Aqui a desigualdade social é gritante e isso não é novidade para ninguém. O turismo representa uma fatia importante da economia da nossa cidade. Não será através de um discurso raso em análise técnica que a cidade irá se recuperar de quase uma década perdida sob a gestão do ex-prefeito João Henrique. A recuperação do Centro Histórico está acima dos interesses individuais.

    MUDEM O FOCO! Ao invés de brigarem pela manutenção de pessoas em condições indignas de habitação, em casarões que a qualquer momento podem desmoronar matando seus ocupantes, temos que lutar para que estas pessoas sejam transferidas para uma habitação digna. A propósito, não dá para manter quase 3 milhões de pessoas morando no Centro e aos que acham que Paripe, Cajazeiras, Pau da Lima, São Cristóvão, etc. são bairros indignos de se viver, deixo aqui os meus pêsames, pois fica claro que há uma visão discriminatória quanto aos cidadãos soteropolitanos que vivem nestes bairros.

    Tenho minhas críticas, mas não posso deixar de parabenizar a iniciativa do Governo do Estado e da Prefeitura de Salvador de finalmente olharem para esta região tão importante da nossa cidade e até mesmo da História do Brasil.

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